Em números redondos, a tabela abaixo mostra os investimentos da UFRJ, em 2014, no âmbito definido pelo Programa Nacional de Assistência Estudantil - PNAES
- Bolsas de Assistência Estudantil - 37 milhões
- Reforma da Residência Estudantil - 8 milhões
- Construção da Residência Estudantil 2 - 32 milhões
- Restaurantes Universitários - 12 milhões
- Transporte - 8 milhões
Total: 97 milhões
A UFRJ recebeu do MEC, via Programa Nacional de Assistência Estudantil-PNAES, tão somente 42 milhões e, portanto, complementa com mais 55 milhões esse recurso (acréscimo de 130%) para se atingir o montante necessário para as ações em curso.
O valor despendido representa nada menos do que 23% do orçamento global da universidade. Isso a coloca na posição da que mais investe em seus alunos. Ademais, as bolsas que pagamos são as de maior valor entre todas as instituições federais de ensino superior.
Entretanto, isso ainda não é suficiente para atendermos a demanda que nos é apresentada a cada semestre.
Somente em termos de bolsas, precisaríamos de mais R$35 milhões. Tal pedido já foi encaminhado ao MEC e, até o momento, não houve resposta.
Em relação aos processos de seleção para a Bolsa Auxílio e Benefício Moradia:
No ano de 2013(1º e 2º semestres)
- 4416 alunos inscritos nos processos de seleção para as bolsas de assistência estudantil. Menos de 20% foram selecionados.
No ano de 2014 (1º semestre)
- 2980 alunos inscritos nos respectivos processos seletivos dos quais somente 11,8% foram selecionados.
Os processos de seleção para o 2º semestre encontram-se com inscrições abertas e com um quantitativo de vagas menor que a do primeiro semestre, de acordo com a disponibilidade orçamentária.
Assim sendo, aos alunos de todo o Brasil que utilizam o ENEM/SISU, aconselhamos que discutam com suas famílias as condições de sobrevivência no Rio de Janeiro, caso não venham a ser selecionados para receber uma bolsa de assistência estudantil.
Caso sejam selecionados devem ter ciência de que a bolsa irá apoiar a sua permanência mas, certamente, seus familiares terão que arcar com parte dos recursos necessários para sua manutenção nesta cidade cujo custo de vida é dos mais altos do Brasil.
Estudar em outra Universidade, mais próxima de casa, pode minimizar custos e significar a diferença entre concretizar um sonho ou vê-lo frustrado por toda a vida.
SUPEREST, 12/07/14